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                   ALELUIAS/ REPRODUTORES DE CUPINS

 

 

 

A chegada da primavera é acompanhada de dias belos e ensolarados, mas também traz aqueles bichinhos chatos que ficam voando em torno da luz durante  o anoitecer. O que nem todos sabem, no entanto, é que as chamadas aleluias ou siriris são na verdade os reprodutores( reis e as rainhas das colônias de cupins), e muito mais do que apenas incomodar, eles podem iniciar uma infestação pelas: residência, árvores, prédios, terrenos, jardins etc...

As aleluias ou siriris são atraídos naturalmente pela luz do luar, mas como estamos no meio urbano, a luz com maior disponibilidade, são as lâmpadas de postes de luz, casas, apartamentos, etc... pela radiação ultravioleta, onda de luz emitida pelas lâmpadas que não é percebida pelos olhos humanos, mas que serve de ponto de referência para o acasalamento dos insetos, que em voos nupciais, onde o macho encontra a fêmea, caem no solo e formando o início de um termiteiro. 

Explica Francisco Zorzenon, diretor do Laboratório de Pragas Urbanas do Instituto Biológico do Estado de São Paulo que eles vivem de 25 a 30 anos e, ao contrário de outros insetos, mantêm o mesmo parceiro até o fim da vida ou seja, são casais monogâmicos, . Além disso, as fêmeas podem colocar de 30 a 80 mil ovos em um único dia, diz ele.

Uma pista de que os siriris podem estar iniciando uma colônia de cupins é a presença constante das asas desses insetos em um determinado ponto da casa. Eles não copulam no ar, mas se encontram no ar para começar uma colônia onde se livram das asas e procuram algum móvel ou solo para procriar. Se você perceber este tipo de indício, é bom ficar atento.

A única maneira de prevenir a entrada das aleluias em casa é colocar telas em portas e janelas ou mantê-las fechadas. Nas áreas externas, também é possível colocar um tipo de luz anti-inseto, que emite menos ultravioleta e atrai menos siriris, recomenda Zorzenon.

A presença desses bichinhos, no entanto, não indica necessariamente que a casa está infestada ou que os cupins criarão uma colônia no lugar. Em geral, as rainhas iniciam uma colônia no solo, colocando sempre os primeiros ovos de operários, pois são os indivíduos  que vão alimenta-la. Esta colônia se forma sempre no subsolo, terrenos, jardins, lajes entulhadas abertas e/ou locais que contenham substrato. Quando a colônia formada chega a uma residência, por exemplo,  inicia-se o ataque e ao mesmo tempo existe a procura no local para se certificar de que haverá condições de estabelecer uma sub colônia ou acampamento. Além disso, existem siriris de outras espécies de cupins, e muitos deles não atacam residências, somente a madeira. 

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